sábado, 15 de março de 2014

Resumo do mensalão

Novembro/2013:

Globo: teve mensalão, teve compra de votos.
PT: não teve compra de votos, teve caixa 2.
Folha: teve mensalão, teve compra de votos.

PT: não teve compra de votos, teve caixa 2.
Veja: teve mensalão, teve compra de votos.
PT: teve caixa 2. eu quero ser julgado pelo crime de caixa 2. não teve compra de votos. não faz sentido eu comprar voto de quem é do meu próprio partido.
Juízes: realmente, não tem provas que comprovem a compra de votos...
Globo, Folha, Veja: teeeeeve compra de votos.
Juízes: ok, deve ter tido compra de votos. deixa eu achar uma brecha na lei que permita eu condenar sem prova... achei. ok, vai pra cadeia.
PT: porra, meu.


Março/2014:

Barbosão: Se não tiver formação de quadrilha o crime prescreve.
Globo: q q tem?
Barbosão: aí os mensaleiros malvados vão ficar fora da cadeia.
Globo: teve formação de quadrilha, mas é óbvio.
Barbosão: isso mesmo, teve formação de quadrilha.
Barroso: não fode, não teve formação de quadrilha e...
Barbosão: vc só tá falando isso pra defender os seus amiguinhos.
Dias Toffoli: por favor, Barbosa, vc já falou demais, deixa o Barroso falar.
Barroso: então, é, não teve formação de quadrilha.
STF: não teve formação de quadrilha.
Barbosão: tristes rumos da política brasileira.
Globo: tristes rumos da política brasileira.
PT: #chupa


Co-autor do Março/2014: Cláudio Inácio. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

É preciso aprender a jogar o jogo da política

Em uma discussão no grupo "Itajubá Reclama" no Facebook, um dos membros do grupo enfatizou que um dos fatores que fizeram a PL122 (que transformaria a homofobia em crime) não ser aprovada foram os cidadãos contrários à medida que pressionaram seus deputados a votar contra. No mesmo grupo, enquanto algumas pessoas discutiam os gastos que a prefeitura teve com os shows no final do ano, outra pessoa veio reclamar da Copa do Mundo e do Bolsa Família, e, segundo a pessoa, não importa se o governo é federal ou municipal, "o que importa é que o dinheiro é público".

No último Ocupa Praça, realizado pelo Basta Itajubá na praça do Carneiro Júnior, tivemos a palestra de Wernner e Fulvio, ambos do Coletivo Pouso Alegre. Entre outros assuntos, eles enfatizaram a importância de estudar e entender como funciona a política.

A política, como tudo, tem regras. E é preciso entender como essas regras funcionam para poder participar dela. Desnecessário falar da importância da política nas nossas vidas - afinal, são os políticos eleitos que decidem como e onde vai ser gasto o nosso dinheiro e quais leis serão criadas e mantidas. É preciso entender que regras são essas para poder denunciar quando alguém não está seguindo essas regras. É preciso aprender a jogar o jogo da política para fazer valer os nossos interesses como população.

Mas porque é tão importante entender essas regras da política? Imagine que você assista uma propaganda de um restaurante fast food que te incomoda, e você vai até um desses restaurantes reclamar para o funcionário que trabalha no caixa. O funcionário vai rir da sua cara, porque a propaganda não tem nada a ver com ele, e ele não pode fazer nada para mudá-la. É mais ou menos o que acontece em alguns setores da política. Não adianta reclamar para o governo municipal que um trecho de rodovia federal está com buracos. E também não adianta xingar o governo federal porque os ensinos fundamental e médio estão em mau estado, porque eles são responsabilidade do governo municipal e estadual. É preciso entender como funciona a política para identificar quem são os agentes responsáveis pela saúde, educação e obras, e poder cobrar das pessoas certas aquilo que é da sua responsabilidade.

Existem vários setores da sociedade que já entendem como funciona a política, e a utilizam para defender seus interesses. Um desses setores são os grandes produtores rurais do país, que têm uma grande representatividade no legislativo, com seus inúmeros deputados federais, senadores e deputados estaduais, e com isso conseguem que diversos projetos de lei que os beneficiam sejam aprovados. Outro setor, bem diferente, é o movimento hip hop em Pouso Alegre, que tem o seu representante na câmara dos vereadores da cidade. Os grupos sociais que integram esse movimento cultural, como os skatistas, breakers e rappers, uniram forças e conseguiram colocar um vereador na câmara. A partir de então, esse vereador eleito passou a defender os interesses do grupo que havia o colocado ali, e os cidadãos desse movimento passaram a ser ouvidos. Conseguiram reformar a pista de skate municipal, criaram um Fórum do Hip Hop em Pouso Alegre, e estão perto de instituir a Semana do Hip Hop na cidade.

Não há nada de errado em ter o seu representante no governo. Tanto a bancada ruralista como o vereador hip hop chegaram ao poder legalmente, através das eleições. O que realmente importa é o que esses representantes fazem com o poder, e quando apenas um lado da sociedade é ouvido e o outro ignorado é que ocorrem as distorções e as injustiças. A balança começa a pesar apenas para um lado, e o outro lado, que muitas vezes é quem mais sofre na sociedade, sai prejudicado. Por isso é importante ter várias vozes de diferentes origens dentro das câmaras - para evitar essas distorções, ou ao menos amenizá-las, e garantir a todos o direito de ser ouvido.

É preciso se envolver com política, é preciso colocar pessoas que te representem no poder, e é preciso mostrar para esses representantes o que pensamos sobre determinados assuntos, pois só assim eles poderão de fato nos representar. Muitas vezes, projetos que desagradam e até prejudicam a população em geral são aprovados porque a população não usou a sua voz. Mas não adianta cobrar do prefeito o que é dever da câmara dos vereadores. É necessário estudar e aprender como funciona o sistema para saber direcionar as críticas e as reclamações, e para que o sistema passe a trabalhar para nós, os cidadãos. E além de apenas atacar e impedir projetos ruins, é importante propor e apoiar os projetos bons, cobrando melhorias e questionando o que não está certo, trabalhando para uma realidade cada vez mais justa para todos.

Mateus S. Figueiredo

quarta-feira, 5 de março de 2014

Como contornar as limitações do site da Folha Online

Não sei se vocês tem o costume de ler a Folha online, mas ela é um dos sites mais chatos da história recente da internet. Um porque ela não deixa copiar os textos (é, crtl+c não funciona) e você tem um limite de tantas notícias por mês, e depois, para ler, só se pagar.

Pois bem, eu já descobri dois jeitos de contornar essas limitações, usando o nosso amigo Google, e resolvi dividir com vocês.

Para copiar os textos da Folha, selecione o texto como se você fosse copiar. Aí, clique o o botão direito. Não, clicar em "copiar" não vai adiantar. Em vez disso, clique em "Pesquisar no Google". Depois, é só ir na aba do Google que abriu e copiar o texto da barra de busca. Acho que não funciona com textos muito grandes, mas é melhor do que reescrever tudo no bloco de notas.


Agora, se você estourar o limite de reportagens por mês, a coisa é um pouquinho mais complicada. Para ler a matéria original, você precisa saber o título dela, e jogar no Google. Então, quando achar o link da matéria que quer ler, clique na setinha ao lado do título, e clique em "em cache". O Google faz uma cópia periódica de vários sites da internet, e se você der sorte, ele pode ter a cópia da matéria que você quer ler. E você pode mandar o link do cache para o seu amigo que também já estourou o limite de matérias por mês.


Se alguém conhecer mais técnicas, ou jeitos melhores de realizar essas, pode me mandar que eu incluo na postagem.