quinta-feira, 12 de abril de 2018

Word: redimensionar e adicionar borda nas imagens

Abrir VBA:

2: Press Alt+F11 to open the Microsoft Visual Basic for Applications window;
3: Click Module from Insert tab, copy and paste the following VBA code into the Module window;
4: Click Run button to run the VBA

Redimensionar uma por uma:

Sub ResizePics()
Dim shp As Word.Shape
Dim ishp As Word.InlineShape
If Word.Selection.Type <> wdSelectionInlineShape And _
Word.Selection.Type <> wdSelectionShape Then
Exit Sub
End If
If Word.Selection.Type = wdSelectionInlineShape Then
Set ishp = Word.Selection.Range.InlineShapes(1)
ishp.LockAspectRatio = False
ishp.Height = InchesToPoints(1.78)
ishp.Width = InchesToPoints(3.17)
Else
If Word.Selection.Type = wdSelectionShape Then
Set shp = Word.Selection.ShapeRange(1)
shp.LockAspectRatio = False
shp.Height = InchesToPoints(1.78)
shp.Width = InchesToPoints(3.17)
End If
End If
End Sub
 (mudar os números em InchesToPoints(1.78) )

Adicionar borda a todas:

Sub AddBorderToPictures()

    ' Add border to pictures that are "inline with text"
    Dim oInlineShape As InlineShape
    For Each oInlineShape In ActiveDocument.InlineShapes
        oInlineShape.Borders.Enable = True
        oInlineShape.Borders.OutsideColor = wdColorBlack
        oInlineShape.Borders.OutsideLineWidth = wdLineWidth100pt
        oInlineShape.Borders.OutsideLineStyle = wdLineStyleSingle
    Next

    ' Add border to pictures that are floating
    Dim oShape As Shape
    For Each oShape In ActiveDocument.Shapes
        oShape.Line.ForeColor.RGB = RGB(0, 0, 0)
        oShape.Line.Weight = 1
        oShape.Line.DashStyle = msoLineSolid
    Next

End Sub

Fontes:

https://www.extendoffice.com/documents/word/1207-word-resize-all-multiple-images.html
https://stackoverflow.com/questions/38622295/paint-a-border-around-every-image-in-a-word-document

sábado, 17 de março de 2018

Quantos filhos Eduardo e Mônica tiveram?


 Quantos filhos Eduardo e Mônica tiveram? Uma análise da passagem de tempo na canção.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Modelo de células e organelas com EVA e outros materiais

Modelo de célula bacteriana, vegetal e animal

Este modelo foi construído durante a disciplina Estágio Supervisionado em Ciências e Biologia II, por Mateus Figueiredo e Marina Magalhães, para uma aula sobre biologia celular no 7º ano de uma escola pública de Viçosa-MG, durante o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Viçosa.

Foram usados materiais cedidos pelo Setor de Ensino de Biologia, do Departamento de Biologia Geral da UFV, como E.V.A., barbante, cartolina, canetas e canetinhas, assim como materiais próprios.

 
Organelas e estruturas da célula vegetal,
feitos de EVA e barbante, com detalhes de caneta

Foram construídos três modelos: um de célula bacteriana, um de célula animal e um de célula vegetal. Cada modelo foi construído sobre uma cartolina de cor diferente. Os alunos receberam a cartolina já com um pedaço de fita colado sobre ela, representado a membrana celular, os demais materiais (barbante, EVA, etc.) soltos e fita crepe para colar os pedaços nos lugares que acharem pertinente.
O modelo de célula bacteriana foi feito sobre a cartolina rosa, com a fita colada em formato de bacilo (oval). Os alunos receberam os materiais representando o DNA, a parede celular bacteriana e os flagelos, mas não foram informados sobre o que cada material representava: eles deveriam consultar o livro didático, conferindo o esquema do livro, e discutir e deduzir quais partes deveriam representar o que. De maneira coletiva, com orientação do professor, os alunos foram colando os materiais nos locais que acharam ser mais indicado.

Foi fácil chegar à conclusão de que o barbante representava o DNA e que deveria estar dentro da célula. Houve uma discussão sobre se a parede celular deveria estar mais interna ou mais externa à membrana celular - e, de forma dialogada, sendo questionados sobre qual a função da parede, chegou-se a conclusão de que deveria estar por fora, para proteger a célula. Também surgiu o questionamento se os pedaços de EVA bege seriam os flagelos ou os cílios. O esquema do livro representava os cílios, mas não indicava seu nome, e por isso, na preparação da aula, não foi feito nenhum material para representá-los. Após breve explicação da diferença entre flagelos e cílios, os alunos concluíram que aqueles deveriam ser os flagelos, e eles decidiram por conta própria desenhar os cílios sobre a cartolina, o que foi muito positivo e demonstrou interesse e pró-atividade dos alunos.
Então, já tendo construído de maneira coletiva um modelo, os alunos foram divididos em dois grupos, e cada grupo montou um modelo.
O modelo de célula animal já veio com a membrana celular em um formato arredondado, como o modelo simplificado do livro didático. Ele conta com um núcleo que já tem o DNA de barbante afixado, mitocôndrias, complexo golgi e retículo endoplasmático. Por ser uma aula introdutória sobre células, com o objetivo de entender que as organelas existem e compõe a célula, mas sem o objetivo de memorizar o nome e função de cada uma delas, optou-se por não representar os ribossomos, para simplificação.

O modelo de célula vegetal, com a membrana celular em formato hexagonal, conta com um grande vacúolo, cloroplastos, núcleo com DNA, mitocôndrias, complexo golgi e retículo endoplasmático.

Após cada grupo montar seu modelo, os alunos foram instruídos a socializar suas construções, e também encontrar diferenças e possíveis erros. Em uma turma, havia se colocado um cloroplasto na célula animal, mas durante a socialização percebeu-se que o esquema do livro era diferente, e corrigiu-se o erro. Apontou-se as diferenças na composição e no formato das células. O professor também chamou a atenção para o fato de que aqueles modelos estavam fora de escala e foram feitos com cores fictícias. Além de consultar o livro, os alunos também puderam consultar um pôster didático que a escola possui, e que ficou pendurado durante a realização da atividade. Ao final, foram instruídos a desenhar as três células, representando suas organelas.

Células vegetal à esquerda, animal acima e bacteriana à direita

Material - Estrutura
 Cartolina rosa - Célula bacteriana
Cartolina verde - Célula vegetal
Cartolina laranja - Célula animal
Fita - Membrana celular
Barbante - DNA
EVA roxo - Parede celular bacteriana
EVA bege - Flagelo bacteriano
EVA vinho com barbante - Núcleo
EVA laranja - Mitocôndria
EVA amarelo - Complexo golgi
EVA marrom escuro - Retículo endoplasmático
EVA verde - Cloroplastos
EVA azul - Vacúolo
EVA verde - Parede celular vegetal


Estudantes realizando a atividade

 Os modelos permaneceram na escola após a atividade durante o semestre letivo. Antes da aula sobre vírus, foi dada uma aula sobre escala, em que os modelos foram utilizados novamente. Para representar a diferença entre o tamanho de um vírus e de uma bactéria, resgatou-se o modelo de célula bacteriana foi resgatado, representando uma bactéria, e um grão de arroz foi utilizado para representar um vírus. Foi feita uma simulação de infecção viral na bactéria: o grão de arroz entrou na bactéria através da parede celular e membrana celular. Uma vez lá dentro, explicou-se que ele começa a se reproduzir em grandes quantidades - e um pote grande, cheio de grãos de arroz, foi despejado sobre a cartolina, enchendo todo o interior da bactéria com os grãos brancos e crus.


O despertar de jovens cientistas e a popularização da Ciência por meio de aulas práticas e demonstrativas.

Simpósio de Integração Acadêmica - Universidade Federal de Viçosa

Trabalho 6059 - 2016

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Educação e formação universitária
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Byanka Karolyne Dias da Silva
Orientador GINIA CEZAR BONTEMPO
Outros membros Beatriz Viana Valente, Mateus Silva Figueiredo, Mírian Quintão Assis, Rute Soares Valente
Título O despertar de jovens cientistas e a popularização da Ciência por meio de aulas práticas e demonstrativas.
Resumo Uma das dificuldades no ensino de Ciências é o aluno não conseguir relacionar a teoria apresentada em sala com a sua realidade. Para Paulo Freire, para compreender a teoria é preciso experienciá-la e é nesse contexto que a realização de aulas práticas se torna uma importante estratégia, apresentando a relação indissociável entre teoria e prática. O desenvolvimento de aulas práticas, idealmente, se dá em um laboratório, mas é possível realizá-las de maneira eficaz mesmo com poucos recursos. O ensino público, muitas vezes, carece de investimento, inclusive no que diz respeito a laboratórios didáticos. Essa realidade é vivenciada pela Escola Municipal Dr. Arthur Bernardes, Viçosa – MG, contemplada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) - UFV. Tendo em vista essa realidade, os pibidianos de Biologia, recém-ingressos no programa, decidiram ministrar suas primeiras aulas utilizando as modalidades didáticas ‘aula prática’ e ‘aula demonstrativa’ para as turmas do 7º e 9º ano do Ensino Fundamental. Com elas, os bolsistas pretendiam facilitar o aprendizado de Ciências, aproximando o conhecimento científico da realidade do aluno e evidenciar que a falta de recursos não precisa ser um empecilho para a realização de aulas práticas e/ou demonstrativas. Os pibidianos prepararam as aulas de maneira a se adequar à falta do laboratório e de recursos laboratoriais, utilizando a abordagem construtivista, em que o conhecimento prévio do aluno é considerado como ponto de partida para a construção de novos saberes, valorizando a participação ativa de todos os sujeitos envolvidos. As aulas práticas e demonstrativas ministradas no 7º ano foram sobre ‘transporte de substâncias no caule das plantas’ e ‘a ação de microrganismos e a conservação dos alimentos’. No 9º ano foram trabalhadas ‘misturas homogêneas e heterogêneas e os métodos de separação das mesmas’ e ‘os conceitos de condução elétrica’ relacionadas ao cotidiano dos alunos. Por meio da participação ativa dos alunos e das perguntas e comentários feitos por eles durante a experimentação, ficou evidente a melhor compreensão de conceitos científicos. Foi observada, também, a capacidade dos jovens de formularem hipóteses, revelando o cientista em potencial. Entretanto, é importante salientar que, por mais interessante que seja realizar experiências fazendo uso de materiais alternativos, a aula prática, em muitos casos, torna-se o único meio que o aluno estabelece com o ambiente laboratorial, tendo um maior impacto. A realização das aulas utilizando espaço e recursos alternativos foi importante para desconstruir o conceito elitista de Ciência – complicada, cara, feita por adultos e dentro de um laboratório. A ciência experimental é de fácil acesso e pode ser levada para dentro da sala e para o contexto do aluno, salientando que o sujeito cientista está presente, também, dentro da criança que é capaz de pensar de maneira científica, tendo curiosidade e formulando suas próprias hipóteses.
Palavras-chave PIBID, Jovens cientistas, aulas práticas.
Forma de apresentação Painel

Pibid e EJA: uma experiência formativa e reflexiva

Simpósio de Integração Acadêmica - Universidade Federal de Viçosa

Trabalho 8201 - 2017

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Biologia Geral
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Gustavo Adolf Fichter Filho
Orientador GINIA CEZAR BONTEMPO
Outros membros Flávia de Souza Vieira Barbosa, Julianna Xavier de Brito Silva, Mateus Silva Figueiredo
Título Pibid e EJA: uma experiência formativa e reflexiva
Resumo A formação docente proporcionada pela licenciatura, pautada quase exclusivamente num currículo teórico, por vezes é insuficiente para proporcionar uma preparação adequada para a atuação na educação básica. Nas modalidades não convencionais de ensino, a complementação do processo formativo docente com atividades extracurriculares torna-se especialmente necessária. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) propõe a inserção real na cultura escolar, proporcionando contato com outros caminhos para a formação de professores. Assim, no primeiro semestre de 2017 nós, um grupo de bolsistas do Pibid Biologia UFV – campus Viçosa, iniciamos nossa participação em uma Escola Estadual em Viçosa-MG, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na disciplina de Biologia. Primeiramente, vivenciamos a ambientação, momento que propiciou nossa inserção e compreensão da cultura escolar. A ambientação aconteceu em fevereiro, ocasião em que realizamos atividades como entrevistas aos sujeitos da comunidade escolar, acompanhamento de aulas e diagnóstico do contexto escolar. Essas atividades proporcionaram o reconhecimento da realidade em que escolhemos atuar. No primeiro contato com os alunos da turma, no papel de professores, fizemos uma roda de conversa em que, com auxílio de tarjetas e perguntas geradoras, buscamos identificar temas que eles consideravam importantes para suas vidas, e o que a escola e a disciplina de Biologia teriam a ver com eles. Esse exercício possibilitou o reconhecimento das visões de educandos e educadores, estabelecendo uma relação entre as partes e facilitando o diálogo, que é indispensável dentro de uma proposta educativa popular. A visão compartilhada entre nós, pibidianos e a professora supervisora, é de que a educação deve ser significativa e deve dialogar com a realidade dos estudantes. Com esse princípio, ao abordar temas sobre vírus, bactérias e protozoários, procuramos trabalhar tanto os conteúdos acadêmicos como, por exemplo, estrutura e metabolismo, quanto a realidade que nos cerca, priorizando doenças comuns da região de Viçosa, sua profilaxia e suas consequências. Percebemos que, em geral, os conhecimentos ligados ao currículo básico parecem ser pouco compreendidos e pouco significativos se comparados com os conhecimentos construídos pelo diálogo, o que nos faz questionar a necessidade e eficiência de um currículo único para as diferentes realidades e necessidades dos alunos. A abertura dos estudantes e a diversificação metodológica aplicada pelos educadores, que variaram, dentre outras, do uso da tecnologia a perguntas provocadoras, possibilitaram aulas dialogadas e geradoras de reflexões para os sujeitos envolvidos. A relação ação-reflexão propiciada pela experiência de atuação com essa modalidade de ensino, e facilitada pelo suporte dos pibidianos, professora e orientadora, tem sido de extrema relevância para o nosso engajamento docente, além de possibilitar melhor integração com a licenciatura.
Palavras-chave Pibid, educação de jovens e adultos, formação de professores.
Forma de apresentação Painel

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vou formar mas não fui inscrito no ENADE, e agora?

Eu vou me formar na Licenciatura em Ciências Biológicas em junho/julho de 2018. Meus colegas que irão se formar em janeiro e em junho/julho foram inscritos e fizeram a prova do ENADE, obrigatória para os formando. A coordenação do meu curso inscreveu todos os possíveis formando, de acordo com uma lista gerada automaticamente pelo sistema. Eu, no entanto, não fui inscrito. Consultei a Central de Atendimento do MEC sobre como proceder, e obtive a seguinte resposta:
A inscrição de estudantes habilitados ao Enade constitui responsabilidade do dirigente da Instituição de Educação Superior. Caso a IES não tenha realizado a inscrição do aluno apto a prestar o Enade 2017, será possível proceder com sua dispensa, em consenso com o termo do Art. 45, § 6 ° da Portaria MEC nº 19 de 13 de dezembro de 2017.
O procedimento de dispensa, de acordo com a referida Portaria, indica a necessidade da seguinte menção no diploma (sic): “O estudante que não tiver sido inscrito no Enade por ato de responsabilidade da instituição terá inscrito no histórico escolar a menção ‘estudante não participante do Enade, por ato da instituição de ensino’”.
Portanto, tendo em vista que os estudantes nesta condição não possuem acesso ao sistema, a dispensa junto à Instituição de Educação Superior deverá ser requerida diretamente ao coordenador de curso, no período de 22 de dezembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018.
(Central de Atendimento do Ministério da Educação,
08 de janeiro de 2018)

 Fui atrás da Portaria mencionada, só para ter certeza, e é isso que ela traz:
Art. 45. O Enade é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, devendo constar do histórico escolar de todo estudante concluinte a participação ou dispensa da prova, nos termos desta Portaria Normativa.
§ 6º O estudante que não tiver sido inscrito no Enade por ato de responsabilidade da instituição terá registrada, no histórico escolar, a menção "estudante não participante do Enade, por ato da instituição de ensino.
(Portaria Normativa Nº 19, de 13 de dezembro de 2017)
Acredito que o "diploma" da resposta do MEC deveria ser "histórico escolar", já que é isso que o parágrafo da Portaria Normativa fala. Portanto, vou solicitar à coordenação do meu curso que façam os procedimentos para solicitar minha dispensa.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Conhecer os desejos da terra: o Encontro Regional de Estudantes de Biologia como forma de divulgar a agroecologia

Simpósio de Integração Acadêmica - Universidade Federal de Viçosa

Trabalho 8197 - 2017

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Biologia Geral
Setor Departamento de Biologia Geral
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FUNARBE, UFV
Primeiro autor Mateus Silva Figueiredo
Orientador JOAO MARCOS DE ARAUJO
Outros membros Amanda Patrícia Gonçalves, Gustavo Adolf Fichter Filho, Iara Valle Quintão Vaz, Julia Bomtempo Martins Andrade, Letícia Ferreira de Toledo, Maria Júlia Brito da Silva, Marina Magalhães Moreira, Micaele Niobe Martins Cardoso
Título Conhecer os desejos da terra: o Encontro Regional de Estudantes de Biologia como forma de divulgar a agroecologia
Resumo Considerando a importância da discussão acerca da agroecologia, da produção e consumo de alimentos, da relação do ser humano com a terra e da integração entre estudantes, o Centro Acadêmico de Biologia da UFV realizou o XXVI Encontro Regional de Estudantes de Biologia - Sudeste (EREB-SE) com o tema “Conhecer os desejos da terra”, em Viçosa-MG entre 21 e 24 de abril de 2016. O evento, associado à Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio), reuniu cerca de 400 estudantes de mais de 25 universidades e faculdades, com o objetivo principal de promover sua formação política, social, teórica e prática. A presença de produtores rurais da região da Zona da Mata debatendo agroecologia, soberania alimentar e direito à terra levou à valorização do saber popular e vivências dessas pessoas, garantindo que visões que geralmente não são ouvidas pela academia tenham seu lugar dentro da universidade, e difundindo conhecimento sobre os temas. A visita à casa de Dona Terezinha, produtora agroecológica de Viçosa, e o curso de coordenadores em parceria com grupos de agroecologia da UFV ligados ao Mutirão Ciranda foram essenciais na preparação do evento. O encontro contou com o protagonismo de pessoas que vivem a agroecologia, como Seu Nenê, produtor de Araponga-MG, que falou sobre a conquista coletiva de terra e defendeu o consumo de alimentos sem agrotóxicos. Intervenções no subsolo do Centro de Vivência (Porão), círculos de culturas em salas e gramados e a auto-organização de encontristas geraram debate e reflexão sobre temas como mineração, gênero, negritude, educação do/no campo, reforma agrária e política de drogas. Pensando na importância da prática, foram proporcionadas experiências aos encontristas, que puderam realizar a colheita dos frutos da juçara no bairro Palmital, a bioconstrução de um forno, produção de tinta de solos, e criação de uma horta comunitária na Casa Cultural do Morro. Houve também troca de sementes auto-organizada pelos encontristas. Os alimentos da janta, sem carne para reduzir o consumo e incitar a discussão, foram comprados de produtores agroecológicos da região associados à Rede Raízes da Mata, que também puderam vender produtos durante o evento, fortalecendo a economia solidária na região. As sobras das refeições foram destinadas a composteiras. Conseguiu-se mostrar que outras maneiras de produzir alimentos e de se relacionar com a terra são possíveis, despertando nos participantes a curiosidade e a vontade de aprender mais sobre elas. O EREB-SE teve avaliações em geral positivas, com críticas pontuais, provando que criar oportunidades para o processo de ensino-aprendizagem fora da sala de aula é fundamental para a formação profissional e pessoal, e que encontros estudantis são ferramentas importantes para divulgar ideias, despertar o interesse por temas como a agroecologia e o movimento estudantil, e promover a troca de informações entre pessoas de lugares diferentes, permitindo identificar problemas e as suas soluções.
Palavras-chave movimento estudantil, agroecologia, ENEBio
Forma de apresentação Painel