quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Janeiro, mês de Jano,
deus grego das escolhas.
Janeiro, começo do ano,
hora de fazer promessas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Tenho medo da palavra amor. Não tenho medo de amar, não tenho medo de ser amado. Não tenho medo do sentimento. Não tenho medo do significado. Tenho medo da palavra. Não sei falá-la, não sei ouvi-la, não sei adequá-la à situação. Não sei o quando, nem o onde, nem o para quem.
Ou talvez saiba, mas tenha medo de descobrir.

O viajante sobre o mar de névoa


“O mundo é fantástico” suspirou, apoiado em seu bastão. “O mundo é único a cada instante, e diferente para cada pessoa. Olhe essa névoa. Ela nasce e desaparece a cada segundo, e muda de forma a cada piscar de olhos. Olhe essas montanhas. Grandes e rígidas, vão ficar por aí por mais dezenas de gerações. As duas, juntas, fazem desse momento único. Fazem desse momento um momento especial para ficar na memória.”
Ele olhou para os lados.
“Eu estou no topo da montanha. Estou no topo do mundo. Estou no máximo que vou chegar. Esse é o meu melhor, esse é o melhor que a minha montanha tem a oferecer. Não é o cume. Não precisa ser o cume para ser o melhor. De nada adianta um cume cercado de árvores para aquele que só quer admirar a paisagem e enxergar longe.”
Girou o pé esquerdo no chão, sentindo o solo duro.
- Que horas são? - disse em voz alta para ninguém ouvir.
Tirou o relógio do bolso, e quando levantou novamente o rosto, a paisagem já havia mudado. Novas árvores se revelavam diante de seus olhos. Uma visão nova e única a cada segundo que passava.