Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio), na Wikipédia

Entidade Nacional de Estudantes de Biologia

ENEBio
Entidade Nacional de Estudantes de Biologia
Fundação 1989 (29 anos)
Organizações estudantis por país

Mesa de abertura do XXVI Encontro Regional de Estudantes de Biologia. Viçosa, 2016







A Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio) é uma organização estudantil que representa os estudantes de Ciências Biológicas do Brasil,[1] e realiza anualmente o Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB) e o Encontro Regional de Estudantes de Biologia (EREB), divididos nas cinco regiões do Brasil, para integrar e organizar os estudantes de Biologia do país.[2]
Historicamente, ela tem feito parcerias com outras organizações estudantis, como a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB).[3][4]
Segundo alguns, ENEBio se caracteriza como uma executiva de curso,[5] e por esse motivo por vezes é erroneamente chamada de "Executiva Nacional de Estudantes de Biologia".[6] A Entidade Nacional de Estudantes de Biologia não deve ser confundida com o evento acadêmico Encontro Nacional de Ensino de Biologia.

Índice

Histórico

Surgimento da entidade

Em meio à década de 1970, durante a ditadura militar no Brasil, estudantes de Biologia do Sul e Sudeste do país começaram a se mobilizar em prol da regulamentação da profissão de biólogo, por meio de Reuniões Nacionais de Escolas de Biologia.[7] Há registros de greves e movimentações feitas por estudantes nessa época, incluindo uma greve estudantil em diversas faculdades do Rio de Janeiro[8] e outra que durou ao menos três meses na Universidade Federal da Bahia.[9]
Em 1979, após intensa movimentação que envolveu estudantes, associações e órgãos científicos como a SBPC,[10][11] a lei que regulamentou a profissão foi sancionada, com a participação de estudantes de graduação em Ciências Biológicas de diversos estados no Congresso Nacional.[12] A partir de então, os estudantes passaram a promover o Encontro Nacional de Estudantes de Biologia, tendo o primeiro sido realizado em Belo Horizonte, em 1980.[13][14]
Discussões como o currículo mínimo para uma formação em Ciências Biológicas e as formas de representação estudantil foram fortes no movimento estudantil de biologia da época. O 2º Encontro Nacional de Estudantes de Biologia, que aconteceu no início de 1982 em Florianópolis, teve como um dos temas o currículo mínimo para o profissional biólogo, e recebeu uma profissional da SBPC para tratar desta questão, tendo ficado os estudantes responsáveis por elaborar uma proposta de currículo até o final daquele ano.[15]
Foram realizados encontros que trataram tanto de questões mais locais, como a devastação da Amazônia, no XII ENEB em 1991, quanto questões nacionais, como criação de entidades de proteção ao meio ambiente e inclusão de disciplinas no currículo das Ciências Biológicas, no I EREB Norte.[16][17]
Em 1989 foi fundada formalmente a entidade, para melhor organizar os encontros que já vinham acontecendo, sob o nome de Executiva Nacional de Estudantes de Biologia, vindo a se tornar Entidade Nacional de Estudantes de Biologia em 1994, que se manteve até hoje.[7][18]

2007 até o presente

Em 2007, a ENEBio se reestruturou no Encontro Nacional de Estudantes de Biologia que ocorreu em Viçosa. Nesse encontro, foram escritos o Estatuto[19] e a Carta de Princípios[20] da entidade. Desde então, vem construindo e reorganizando o Movimento Estudantil de Biologia (MEBio), pautando temas como meio ambiente, problemas encontrados na sociedade e a formação, na "luta pela transformação social",[6] pautando "políticas pedagógicas diferenciadas e mais modernas".[21]

Eventos promovidos pela ENEBio

Encontros

Os estudantes que compõem a ENEBio organizam anualmente o Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB) e o Encontro Regional de Estudantes de Biologia (EREB).[22] Os encontros são oportunidades para expandir a formação dos participantes, abordando assuntos e metodologias que são raras no ambiente acadêmico das universidades, e são importantíssimos para o movimento estudantil da Biologia,[23] e promovem integração e intercâmbio cultural e científico entre os participantes.[24]
A respeito da importância do ENEB de 2012, em Uberlândia, dois estudantes escreveram:
"É importante ressaltar que momentos e espaços como estes ofertados no ENEB são extremamente raros, quando não são completamente inexistentes na grade curricular dos universitários do ensino tradicional. Quando refletimos sobre nossa própria graduação no curso de Ciências Biológicas, notamos a falta de aprofundamento teórico clássico e a defasagem de debates que estimulem a criticidade a omnilateralidade. A possibilidade de elevar os debates e discussões em âmbito sócio político no interior das salas de aula são muitas vezes frustradas por um despreparo dos estudantes em sustentar seus discursos, uma vez que não somos formados criticamente, ou desinteresse dos próprios educadores que se acomodaram à divisão rígida de assuntos cada vez mais específicos".[25]









Estudantes durante um encontro











Em 2007, o XXVIII Encontro Nacional de Estudantes de Biologia ocorreu em Viçosa, e foi responsável por reestruturar a entidade, tendo como tema “Organizando ME encontro. Como movimentar esse trem?!” Antes do encontro, ocorreu o I Seminário de Construção do ENEB, para discussão coletiva da estrutura do evento, e contou com estudantes de diversas escolas (universidades e faculdades), como UFV, UFRJ, UFS, UERJ-FFP, UERJ Maracanã, USP, PUC-Betim e da UNESP São Vicente.[26]






O encontro discutiu temas de relevância nacional, buscando reflexão e ação dos estudantes, e contou com atividades de compostagem e percepção ambiental, promovidas pelo Grupo de Agricultura Orgânica da universidade.[2][27]
Em 2010 o ENEB, realizado em Feira de Santana, Bahia, teve como um dos objetivos contextualizar a formação e ação do estudante de biologia, focando na educação, discutindo o currículo mínimo de ciências biológicas, o sucateamento que sofrem os cursos de licenciatura e a pouca importância que as políticas públicas dão aos programas de extensão, questionando as exclusões sistemáticas que perpassam a formação dos futuros professores e pesquisadores. Estando em contato com a base do movimento, que são os estudantes, o encontro se propôs a entender quais são os reais problemas que eles enfrentam, fomentar a discussão sobre eles, com objetivo de reflexão e de possível resolução dos problemas.[28]








Barracas durante do XXVI EREB-SE






Em geral, os encontros possuem temáticas que estão relacionadas com a realidade de cada local. O Encontro Nacional de 2015 foi realizado em Vitória, na UFES e, devido a preocupação com a violência contra a mulher no estado, o tema do encontro foi “Meu viver não pode me culpar: o corpo é meu, não se maltrata, não se viola, não se mata”. Dentro dos grupos de discussão e grupos temáticos, foram abordadas questões como mulheres na mídia, direito ao aborto, sexualidade e bioética.[29][30]








Nove anos depois do ENEB de 2007, o Encontro Regional do Sudeste (EREB-SE) de 2016 ocorreu em Viçosa, na UFV, e teve como tema a agroecologia, "Conhecer os desejos da terra". Ao apresentar a mais de 400 estudantes de mais de 25 universidades e faculdades do Sudeste a questão da agroecologia, o encontro possibilitou que eles se sensibilizassem quanto a essa forma de se produzir alimento e de se relacionar com a terra. Por meio de palestras e oficinas, proporcionou-se uma formação verdadeiramente extra-curricular aos estudantes, mostrando que o processo de ensino-aprendizagem não deve se restringir à sala de aula. O evento contou com a participação de pessoas que vivem a agroecologia, como produtores agroecológicos da região da Zona da Mata, abrindo um espaço para quem geralmente não é ouvido pela academia, e promovendo nos participantes do encontro a vontade de aprender mais sobre a agroecologia, tendo consciência das problemáticas atuais ligadas à produção de alimentos.[31][32]
O ENEB de 2016 foi realizado em Areia (Paraíba), e discutiu problemas relacionados à falta d'água na região.[33]






Conselhos

Os Conselhos Nacionais de Entidades de Biologia (CONEBio) e Conselhos Regionais de Entidades de Biologia (COREBio) são instâncias de deliberações políticas e administrativas. O CONEBio é composto por representantes de escolas (faculdades e universidades) de Biologia de todo o Brasil, e a ele compete planejar as atividades da Articulação Nacional, avaliação, prestação política e financeira do último ENEB, planejamento do ENEB seguinte e deliberação quanto aos gastos do fundo nacional que a entidade possui. O COREBio é composto por representantes de escolas de cada região do Brasil, e delibera sobre as atividades da Articulação Regional, além de realizar a avaliação do EREB anterior e planejamento do seguinte.[19]








Curso de Formação Política em Montes Claros - MG, em 2013








Curso de Formação Política da Biologia

O Curso de Formação Política da Biologia - CFPBio é um evento que tem o intuito de aprofundar discussões em temas fundamentais relacionados à formação de estudantes, visando sua atuação política e social, como a relação entre a biologia e a sociedade, e questões relacionadas à universidade, educação e formação profissional.[34]





Eventos locais

No âmbito local de cada universidade, estudantes que compõe a ENEBio realizam eventos como semanas acadêmicas, calouradas, debates e discussões. O XV ENEB, por exemplo, motivou estudantes da UNESP a realizarem uma calourada para receber os ingressantes na universidade, estimulando discussões sobre o movimento estudantil, educação e a profissão. Houve uma visita à Escola Nacional Florestan Fernandes, ligada ao MST, permitindo experiências formativas não convencionais aos estudantes.[23] No Ceará, a entidade apoiou a realização da I Semana de Agroecologia da UFC, com parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará. O evento se prestou ao papel de dar visibilidade ao conhecimento popular, questionando as práticas da academia e o sentimento de superioridade de um saber sobre o outro.[35]

Estágio Interdisciplinar de Vivência

O Estágio Interdisciplinas de Vivência - EIV - é um evento que ocorre em diversas regiões do Brasil seguindo modelos diferentes em cada localidade. Em 2012 o III Estágio Interdisciplinar de Vivência do Mato Grosso (III EIV – MT) foi construído por estudantes de vários cursos, membros da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (Enesso), da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (Abeef) e da ENEBio. O EIV visa aprofundar, para os estudantes, a vivência sobre a questão agrária, promovendo a discussão teórica sobre o assunto em um primeiro momento, uma vivência prática no segundo, muitas vezes em um assentamento do MST, e com compartilhamento de experiências na terceira.[36]

Organização


Cartaz explicando a estrutura e ferramentas da ENEBio



Ao final de cada encontro, a Assembleia define quais escolas assumirão as ferramentas da entidade até o encontro seguinte. As ferramentas são a Articulação Nacional (AN), Articulação Regional (AR) e Grupo Temático Permanente (GTP). Também se define quem serão as escolas sede do próximo ENEB ou EREB. Encontros Regionais deliberam sobre ferramentas regionais, e Encontros Nacionais deliberam sobre ferramentas nacionais, incluindo as regionais caso não tenha havido encontro regional.[19]
Os GTPs são tradicionalmente atribuídos a escolas que se voluntariem a trabalhar sobre determinado assunto durante o ano. Em 2008, por exemplo, o GTP de Agroecologia foi assumido por estudantes de biologia que compunham o Grupo Espaço de Vivência Agroecológica da Universidade Federal de Sergipe. O trabalho desse grupo resultou, entre outras coisas, na construção do Curso Nacional de Formação em Agroecologia na universidade, que discutiu a relação entre agroecologia e movimento estudantil, fortalecer a interdisciplinaridade da agroecologia e estreitar laços com movimentos sociais.[37]

Centro Acadêmico, Diretório Acadêmico e Coletivo

Na base do Movimento Estudantil da Biologia estão os Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Acadêmicos (DAs) e Coletivos, chamados coletivamente de COCADAs. CAs e DAs geralmente representam um ou mais cursos de graduação, e lutam por pautas locais ou gerais, como direitos estudantis, reformas curriculares e questões ambientais e políticas. Coletivos em geral possuem um campo de ação mais definido, como a Agroecologia. Os encontros da ENEBio são local de fomento e articulação entre as COCADAs que já estão formadas, e de apoio a estudantes que têm intenção de fundar uma em suas escolas. A Cartilha do Movimento Estudantil da Biologia possui um guia geral de como e porque fundar um Centro Acadêmico, com modelos de documentos que podem ser necessários,[13] e os encontros por vezes servem de inspiração para a formação de COCADAs, como foi o caso do Coletivo Libido, da Unicamp, cuja ideia surgiu durante o EREB de Sorocaba, em 2011, e segue promovendo discussões locais sobre o assunto,[38] e também do grupo Capim-Limão, composto por alunos da UFRJ, que discute agroecologia e desenvolve atividades de permacultura dentro da universidade, e que surgiu a partir da participação dos estudantes em ENEBs e EREBs.[39]










Protestos e manifestações

Meio ambiente e questão agrária

Durante a discussão sobre o novo Código Florestal, em 2011 a ENEBio assinou um manifesto, também assinado pela Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia (ABEF), Centros Acadêmicos, o DCE da USP e Frei Betto.[40]










Bandeira da ENEBio com cartazes de algumas das pautas defendidas pela entidade









Por volta de 2012, a ENEBio participou da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, em parceria com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), a ABEEF (Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal) e a FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil).[41] Essa campanha gerou a produção do documentário O Veneno Está na Mesa, que denuncia os impactos da Revolução Verde na agricultura tradicional e o perigo dos agrotóxicos,[42] e que foi exibido e debatido em um evento promovido pela entidade na UFLA.[43]
Quando um mineroduto ameaçou a região da Zona da Mata mineira, membros da ENEBio mobilizaram as comunidades que seriam atingidas pela ação, ajudando a criar a Campanha pelas Águas e contra o Mineroduto da Ferrous. Segundo Luiz Paulo, membro da ENEBio e do MAM (Movimento Pela Soberania Popular na Mineração), o mineroduto iria atingir mananciais da Bacia do Rio São Bartolomeu, importantes para a captação de água para a cidade de Viçosa e para a UFV, e diversos os direitos humanos seriam violados, causando impactos sociais e econômicos. A campanha contra o mineroduto teve, além da ENEBio, participação intensa do MAB e de outras associações, e resultou na não construção do mineroduto, considerada pelos movimentos sociais como uma vitória.[44][45]
Em 2013, a ENEBio se manifestou, juntamente com a Articulação Nacional da Agroecologia (ANA) e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e várias outras instituições, em meio de carta com reivindicações relacionadas à demarcação de terras indígenas e quilombolas, pelo banimento de agrotóxicos proibidos em outros países, e exigindo uma política mais efetiva de combate ao desmatamento.[46]
Em 2015, estudantes da ENEBio apoiaram as famílias em uma ocupação do MST em Londrina, no Paraná,[47] e a entidade assinou uma carta a respeito da rotulagem de transgênicos, defendendo a manutenção da obrigatoriedade da informação no rótulo do alimento que contenha produtos derivados de organismos geneticamente modificados.[48]

Educação

A educação é uma pauta constante das lutas da ENEBio. Em 2012, durante o Encontro Nacional em Uberlândia, os cerca de 450 participantes do encontro realizaram uma passeata reivindicando melhorias na educação, incluindo 10% do PIB para a educação, permanência estudantil, e garantia de estrutura adequada para a pesquisa, ensino e extensão. A manifestação também foi um apoio à greve dos professores da Universidade Federal de Uberlândia.[49][50]

Referências

  1. Gestão AN 2012-2013. «O que é a ENEBio». ENEBio
  2. «Começa, neste domingo, o XXVIII Encontro Nacional de Estudantes de Biologia». Universidade Federal de Viçosa. 10 de agosto de 2007. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  3. «FEAB»
  4. FEAB (7 de abril de 2016). «Coordenação Nacional em Areia, Universidade Federal da Paraíba». Consultado em 16 de fevereiro de 2018.
  5. Ramos, Melissa F.; da Silveira, Pedro S. (2016). Estudantes em Movimento: Memórias do Movimento Estudantil da UFV 1 ed. Viçosa (MG): UFV. ISBN 9788564820159
  6. «Dicionário do ME». União Nacional de Estudantes - UNE
  7. «Histórico». ENEBio
  8. «Parados». Diário da Tarde. 1978
  9. «"Ao ministro da Educação, Prof. Eduardo Portela...». Ciência e Cultura. Outubro de 1979
  10. Prof. Sergio Antonio Moassab Melhem; Prof. Carlos Eduardo de Mattos Bicudo; Prof. Paulo Nogueira Neto. «Profissão de Biólogo». Instituto de Biociências - Universidade de São Paulo
  11. «À vista, final feliz». Ciência e Cultura. Setembro de 1978
  12. «Histórico». Conselho Federal de Biologia. somaram-se às associações, no Congresso Nacional, numerosas delegações de docentes e estudantes de graduação de Ciências Biológicas de diversos estados.
  13. Marcus Aurélio D’Alencar (2006). Movimento Estudantil de Biologia: um ensaio introdutório (PDF) 3 ed. Sergipe: [s.n.]
  14. «Professor Humberto Carvalho recebe Prêmio Mérito». Conselho Regional de Biologia - CRBio 04. Humberto (...) fez questão de resgatar um trecho do texto que preparou para a abertura do 1º Encontro Nacional de Estudantes de Biologia, realizado em 1980.
  15. «Formação de professores da área científica». Ciência e Cultura. Maio de 1982
  16. «Reitor faz palestra no XII ENEB». Jornal do Commercio. 27 de julho de 1991
  17. «Encontro tirou propostas para o curso de biologia». Jornal do Commercio. 1 de dezembro de 1989
  18. Figueredo, Rafael C.; Vilela, Maria Aparecida A. S. (2015). «O Movimento Estudantil de Biologia como espaço de formação de professoras/es». Anais do 3º Encontro Regional de Ensino de Biologia - Regional 4
  19. Estatuto da ENEBio em 2010
  20. Carta de Princípios da ENEBio em 2010
  21. Diretório Central dos Estudantes da UFV - DCE UFV. «CA's e DA's». UFV
  22. «XXXII Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB)». Notícias da UNESP
  23. «Encontro reúne calouros da UNESP/São Vicente, USP e Unicamp». Unesp. 26 de abril de 2006. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  24. «Encontro Regional reúne estudantes de biologia em Fortaleza». Tribuna do Ceará. 12 de março de 2012
  25. Rezende, Danielle M.; Ferrari, Pedro H. P. (12 de maio de 2014). «"XXXIII Encontro Nacional dos estudantes de Biologia: reflexões e contribuições do processo construtivo e da participação da juventude"» (PDF). Seminário Nacional de Teoria Marxista. Consultado em 22 de fevereiro de 2018.
  26. Felipe Augusto Zanusso Souza (7 de maio de 2007). «UNESP São Vicente participa do I Seminário de Construção do ENEB». UNESP. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  27. Bruno Oliva Gimenez, Diego Gomes dos Anjos, Irene Maria Cardoso. «GRUPO DE AGRICULTURA ORGÂNICA – GAO». Anais do IV Simpósio de Extensão Universitária da UFV. Cópia arquivada em 2017
  28. «XXXI ENEB - 2010 - Complexidades e Contradições no Mundo a se Transformar: a formação do sujeito biólogo no olho do furacão». ENEBio.org. Cópia arquivada em 2 de agosto de 2010
  29. Hatum, Betina (29 de julho de 2015). «Ufes recebe estudantes de todo o país para Encontro Nacional de Biologia». Universidade Federal do Espírito Santo. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  30. «GT (Grupo Temático e GD (Grupo de Discussão)». ENEB Vix
  31. Figueiredo, Mateus S.; Araújo, João M.; Gonçalves, Amanda G.; Filho, Gustavo A. F.; Vaz, Iara V. Q.; Andrade, Julia B. M.; Toleto, Letícia F.; Silva, Maria J. B.; Moreira, Marina M.; Cardoso, Micaele N. M. (2017). «Conhecer os desejos da terra: o Encontro Regional de Estudantes de Biologia como forma de divulgar a agroecologia». Anais do Simpósio de Integração Acadêmica da UFV. Consultado em 16 de fevereiro de 2018.
  32. FAGUNDES, Rita Cássia et al. 12087 - Curso de Formação em Agroecologia: a auto-organização dos estudantes por uma formação profissional e humana emancipatória. Cadernos de Agroecologia, [S.l.], v. 6, n. 2, dec. 2011. ISSN 2236-7934. Disponível em: . Acesso em: 22 feb. 2018.
  33. «XXXVI ENEB – Encontro Nacional de Estudantes de Biologia». Biólogo.com.br. 29 de junho de 2016
  34. «Circular informativa do CFPBio nº 01». Comissão Político Pedagógica do CFPBIO - NE. 5 de outubro de 2009. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  35. Oswaldo Scaliotti (4 de outubro de 2017). «Semana de Agroecologia traz reflexões sobre conhecimento popular, de 4 a 7 de outubro». Tribuna do Ceará. Consultado em 1 de março de 2018.
  36. «Estudantes participam do III Estágio Interdisciplinar de Vivência». Universidade Federal do Mato Grosso. 29 de fevereiro de 2012. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  37. Cunha, Leilane Carneiro (2012). História e Sistematização das Experiências do Grupo Espaço de Vivência Agroecológica (EVA) da Universidade Federal de Sergipe, entre 2005 e 2009 (PDF). São Cristóvão - SE: [s.n.] 46 páginas. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  38. «Coletivos e Grupos de Estudos - Coletivo Libido». CAB - Unicamp
  39. Sagnori, Maíra; Clasper, Gabriel; Teixeira, Gabriel P. S.; Barros, Henrique S. (2009). «Capim-Limão: Incluindo a Experimentação Agroecológica e Permacultural no Ambiente Universitário - RJ». Rev. Bras. De Agroecologia. 4 (2)
  40. «Manifesto contra as mudanças em discussão no Código Florestal». Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). 25 de maio de 2011. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  41. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - EPSJV (3 de julho de 2012). «"Queremos ser os maiores produtores de alimentos saudáveis para a população"». EcoAgência. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  42. «Documentário da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida "O veneno está na mesa"». ENEBio. 11 de agosto de 2011. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  43. Aguiar, Cibele (9 de abril de 2012). «Documentário sobre uso de agrotóxicos terá exibição e debate nesta quarta-feira (11)». UFLA. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  44. «Movimentos realizam assembleia popular contra mineroduto da Ferrous». MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens. 9 de maio de 2012. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  45. «Mineroduto da Ferrous é cancelado». Jornal Folha da Mata. 12 de agosto de 2016. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.
  46. «Entidades entregam a Dilma carta com 10 reivindicações». Tribuna do Paraná. 5 de julho de 2013. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  47. «Justiça ordena reintegração de posse em fazenda da Esalq no Paraná». Canal Rural. 1 de setembro de 2015. Consultado em 17 de fevereiro de 2018.
  48. «Sociedade diz NÃO ao fim da rotulagem de alimentos transgênicos». IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor. 12 de agosto de 2015
  49. Fernanda Resende (20 de julho de 2012). «Estudantes de biologia protestam por melhorias na educação»
  50.  «Estudantes protestam por melhorias na educação em Uberlândia, MG». G1. 20 de julho de 2012
(Artigo da Wikipédia editado majoritariamente por Mateussf. Esta postagem do blog é uma cópia de uma versão do artigo, com muitos espaços em branco por dificuldades com o HTML)

Eu não aprendi literatura

"Primeiro vocês leem as respostas. Então, se não conseguirem descobrir qual é a certa, vocês leem a pergunta. Se ainda não conseguirem descobrir a alternativa certa, leem o enunciado inteiro. E só então, se depois disso tudo, ainda não tiverem conseguido descobrir o que é para ser marcado no gabarito, só então vocês leem o poema.

E quando lerem o poema, comecem circulando as vírgulas, e descobrindo a função de cada uma - aposto, vocativo ou hipérbato. Eliminem os apostos desnecessários, coloquem os hipérbatos na ordem direta. Eliminem, então, também as frases que se repetem.

Depois, circulem os símbolos, e contem qual o símbolo mais frequente. Os três símbolos mais frequentes serão a explicação do poema. Coloque o mais frequente no meio, e os outros dois abaixo, um do lado do outro. Tente entender a relação entre os três símbolos - as três palavras que resumem todo o poema.

E enfim, quando completarmos o movimento literário, façamos um resumo dele em um esquema de cinco linhas: nem mais, nem menos. Um poema resumido em três palavras, um movimento resumido em cinco linhas. E três minutos para cada questão."

Ah, os Srs. Pritchards das nossas vidas.

E que ninguém ache que conseguir fazer esse texto seis anos depois da minha última aula de literatura quer dizer que eu aprendi literatura. A memória é só uma das dimensões da cognição. E, tão parecidas mas tão diferentes da aprendizagem significativa, as cicatrizes também não se apagam.



Word: redimensionar e adicionar borda nas imagens

Abrir VBA:

2: Press Alt+F11 to open the Microsoft Visual Basic for Applications window;
3: Click Module from Insert tab, copy and paste the following VBA code into the Module window;
4: Click Run button to run the VBA

Redimensionar uma por uma:

Sub ResizePics()
Dim shp As Word.Shape
Dim ishp As Word.InlineShape
If Word.Selection.Type <> wdSelectionInlineShape And _
Word.Selection.Type <> wdSelectionShape Then
Exit Sub
End If
If Word.Selection.Type = wdSelectionInlineShape Then
Set ishp = Word.Selection.Range.InlineShapes(1)
ishp.LockAspectRatio = False
ishp.Height = InchesToPoints(1.78)
ishp.Width = InchesToPoints(3.17)
Else
If Word.Selection.Type = wdSelectionShape Then
Set shp = Word.Selection.ShapeRange(1)
shp.LockAspectRatio = False
shp.Height = InchesToPoints(1.78)
shp.Width = InchesToPoints(3.17)
End If
End If
End Sub
 (mudar os números em InchesToPoints(1.78) )

Adicionar borda a todas:

Sub AddBorderToPictures()

    ' Add border to pictures that are "inline with text"
    Dim oInlineShape As InlineShape
    For Each oInlineShape In ActiveDocument.InlineShapes
        oInlineShape.Borders.Enable = True
        oInlineShape.Borders.OutsideColor = wdColorBlack
        oInlineShape.Borders.OutsideLineWidth = wdLineWidth100pt
        oInlineShape.Borders.OutsideLineStyle = wdLineStyleSingle
    Next

    ' Add border to pictures that are floating
    Dim oShape As Shape
    For Each oShape In ActiveDocument.Shapes
        oShape.Line.ForeColor.RGB = RGB(0, 0, 0)
        oShape.Line.Weight = 1
        oShape.Line.DashStyle = msoLineSolid
    Next

End Sub

Fontes:

https://www.extendoffice.com/documents/word/1207-word-resize-all-multiple-images.html
https://stackoverflow.com/questions/38622295/paint-a-border-around-every-image-in-a-word-document

Modelo de células e organelas com EVA e outros materiais

Modelo de célula bacteriana, vegetal e animal

Este modelo foi construído durante a disciplina Estágio Supervisionado em Ciências e Biologia II, por Mateus Figueiredo e Marina Magalhães, para uma aula sobre biologia celular no 7º ano de uma escola pública de Viçosa-MG, durante o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Viçosa.

Foram usados materiais cedidos pelo Setor de Ensino de Biologia, do Departamento de Biologia Geral da UFV, como E.V.A., barbante, cartolina, canetas e canetinhas, assim como materiais próprios.

 
Organelas e estruturas da célula vegetal,
feitos de EVA e barbante, com detalhes de caneta

Foram construídos três modelos: um de célula bacteriana, um de célula animal e um de célula vegetal. Cada modelo foi construído sobre uma cartolina de cor diferente. Os alunos receberam a cartolina já com um pedaço de fita colado sobre ela, representado a membrana celular, os demais materiais (barbante, EVA, etc.) soltos e fita crepe para colar os pedaços nos lugares que acharem pertinente.
O modelo de célula bacteriana foi feito sobre a cartolina rosa, com a fita colada em formato de bacilo (oval). Os alunos receberam os materiais representando o DNA, a parede celular bacteriana e os flagelos, mas não foram informados sobre o que cada material representava: eles deveriam consultar o livro didático, conferindo o esquema do livro, e discutir e deduzir quais partes deveriam representar o que. De maneira coletiva, com orientação do professor, os alunos foram colando os materiais nos locais que acharam ser mais indicado.

Foi fácil chegar à conclusão de que o barbante representava o DNA e que deveria estar dentro da célula. Houve uma discussão sobre se a parede celular deveria estar mais interna ou mais externa à membrana celular - e, de forma dialogada, sendo questionados sobre qual a função da parede, chegou-se a conclusão de que deveria estar por fora, para proteger a célula. Também surgiu o questionamento se os pedaços de EVA bege seriam os flagelos ou os cílios. O esquema do livro representava os cílios, mas não indicava seu nome, e por isso, na preparação da aula, não foi feito nenhum material para representá-los. Após breve explicação da diferença entre flagelos e cílios, os alunos concluíram que aqueles deveriam ser os flagelos, e eles decidiram por conta própria desenhar os cílios sobre a cartolina, o que foi muito positivo e demonstrou interesse e pró-atividade dos alunos.
Então, já tendo construído de maneira coletiva um modelo, os alunos foram divididos em dois grupos, e cada grupo montou um modelo.
O modelo de célula animal já veio com a membrana celular em um formato arredondado, como o modelo simplificado do livro didático. Ele conta com um núcleo que já tem o DNA de barbante afixado, mitocôndrias, complexo golgi e retículo endoplasmático. Por ser uma aula introdutória sobre células, com o objetivo de entender que as organelas existem e compõe a célula, mas sem o objetivo de memorizar o nome e função de cada uma delas, optou-se por não representar os ribossomos, para simplificação.

O modelo de célula vegetal, com a membrana celular em formato hexagonal, conta com um grande vacúolo, cloroplastos, núcleo com DNA, mitocôndrias, complexo golgi e retículo endoplasmático.

Após cada grupo montar seu modelo, os alunos foram instruídos a socializar suas construções, e também encontrar diferenças e possíveis erros. Em uma turma, havia se colocado um cloroplasto na célula animal, mas durante a socialização percebeu-se que o esquema do livro era diferente, e corrigiu-se o erro. Apontou-se as diferenças na composição e no formato das células. O professor também chamou a atenção para o fato de que aqueles modelos estavam fora de escala e foram feitos com cores fictícias. Além de consultar o livro, os alunos também puderam consultar um pôster didático que a escola possui, e que ficou pendurado durante a realização da atividade. Ao final, foram instruídos a desenhar as três células, representando suas organelas.

Células vegetal à esquerda, animal acima e bacteriana à direita

Material - Estrutura
 Cartolina rosa - Célula bacteriana
Cartolina verde - Célula vegetal
Cartolina laranja - Célula animal
Fita - Membrana celular
Barbante - DNA
EVA roxo - Parede celular bacteriana
EVA bege - Flagelo bacteriano
EVA vinho com barbante - Núcleo
EVA laranja - Mitocôndria
EVA amarelo - Complexo golgi
EVA marrom escuro - Retículo endoplasmático
EVA verde - Cloroplastos
EVA azul - Vacúolo
EVA verde - Parede celular vegetal


Estudantes realizando a atividade

 Os modelos permaneceram na escola após a atividade durante o semestre letivo. Antes da aula sobre vírus, foi dada uma aula sobre escala, em que os modelos foram utilizados novamente. Para representar a diferença entre o tamanho de um vírus e de uma bactéria, resgatou-se o modelo de célula bacteriana foi resgatado, representando uma bactéria, e um grão de arroz foi utilizado para representar um vírus. Foi feita uma simulação de infecção viral na bactéria: o grão de arroz entrou na bactéria através da parede celular e membrana celular. Uma vez lá dentro, explicou-se que ele começa a se reproduzir em grandes quantidades - e um pote grande, cheio de grãos de arroz, foi despejado sobre a cartolina, enchendo todo o interior da bactéria com os grãos brancos e crus.


O despertar de jovens cientistas e a popularização da Ciência por meio de aulas práticas e demonstrativas.

Simpósio de Integração Acadêmica - Universidade Federal de Viçosa

Trabalho 6059 - 2016


ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Educação e formação universitária
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Byanka Karolyne Dias da Silva
Orientador GINIA CEZAR BONTEMPO
Outros membros Beatriz Viana Valente, Mateus Silva Figueiredo, Mírian Quintão Assis, Rute Soares Valente
Título O despertar de jovens cientistas e a popularização da Ciência por meio de aulas práticas e demonstrativas.
Resumo Uma das dificuldades no ensino de Ciências é o aluno não conseguir relacionar a teoria apresentada em sala com a sua realidade. Para Paulo Freire, para compreender a teoria é preciso experienciá-la e é nesse contexto que a realização de aulas práticas se torna uma importante estratégia, apresentando a relação indissociável entre teoria e prática. O desenvolvimento de aulas práticas, idealmente, se dá em um laboratório, mas é possível realizá-las de maneira eficaz mesmo com poucos recursos. O ensino público, muitas vezes, carece de investimento, inclusive no que diz respeito a laboratórios didáticos. Essa realidade é vivenciada pela Escola Municipal Dr. Arthur Bernardes, Viçosa – MG, contemplada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) - UFV. Tendo em vista essa realidade, os pibidianos de Biologia, recém-ingressos no programa, decidiram ministrar suas primeiras aulas utilizando as modalidades didáticas ‘aula prática’ e ‘aula demonstrativa’ para as turmas do 7º e 9º ano do Ensino Fundamental. Com elas, os bolsistas pretendiam facilitar o aprendizado de Ciências, aproximando o conhecimento científico da realidade do aluno e evidenciar que a falta de recursos não precisa ser um empecilho para a realização de aulas práticas e/ou demonstrativas. Os pibidianos prepararam as aulas de maneira a se adequar à falta do laboratório e de recursos laboratoriais, utilizando a abordagem construtivista, em que o conhecimento prévio do aluno é considerado como ponto de partida para a construção de novos saberes, valorizando a participação ativa de todos os sujeitos envolvidos. As aulas práticas e demonstrativas ministradas no 7º ano foram sobre ‘transporte de substâncias no caule das plantas’ e ‘a ação de microrganismos e a conservação dos alimentos’. No 9º ano foram trabalhadas ‘misturas homogêneas e heterogêneas e os métodos de separação das mesmas’ e ‘os conceitos de condução elétrica’ relacionadas ao cotidiano dos alunos. Por meio da participação ativa dos alunos e das perguntas e comentários feitos por eles durante a experimentação, ficou evidente a melhor compreensão de conceitos científicos. Foi observada, também, a capacidade dos jovens de formularem hipóteses, revelando o cientista em potencial. Entretanto, é importante salientar que, por mais interessante que seja realizar experiências fazendo uso de materiais alternativos, a aula prática, em muitos casos, torna-se o único meio que o aluno estabelece com o ambiente laboratorial, tendo um maior impacto. A realização das aulas utilizando espaço e recursos alternativos foi importante para desconstruir o conceito elitista de Ciência – complicada, cara, feita por adultos e dentro de um laboratório. A ciência experimental é de fácil acesso e pode ser levada para dentro da sala e para o contexto do aluno, salientando que o sujeito cientista está presente, também, dentro da criança que é capaz de pensar de maneira científica, tendo curiosidade e formulando suas próprias hipóteses.
Palavras-chave PIBID, Jovens cientistas, aulas práticas.
Forma de apresentação Painel


Pibid e EJA: uma experiência formativa e reflexiva

Simpósio de Integração Acadêmica - Universidade Federal de Viçosa

Trabalho 8201 - 2017

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Biologia Geral
Setor Departamento de Biologia Geral
Bolsa PIBID
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES
Primeiro autor Gustavo Adolf Fichter Filho
Orientador GINIA CEZAR BONTEMPO
Outros membros Flávia de Souza Vieira Barbosa, Julianna Xavier de Brito Silva, Mateus Silva Figueiredo
Título Pibid e EJA: uma experiência formativa e reflexiva
Resumo A formação docente proporcionada pela licenciatura, pautada quase exclusivamente num currículo teórico, por vezes é insuficiente para proporcionar uma preparação adequada para a atuação na educação básica. Nas modalidades não convencionais de ensino, a complementação do processo formativo docente com atividades extracurriculares torna-se especialmente necessária. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) propõe a inserção real na cultura escolar, proporcionando contato com outros caminhos para a formação de professores. Assim, no primeiro semestre de 2017 nós, um grupo de bolsistas do Pibid Biologia UFV – campus Viçosa, iniciamos nossa participação em uma Escola Estadual em Viçosa-MG, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na disciplina de Biologia. Primeiramente, vivenciamos a ambientação, momento que propiciou nossa inserção e compreensão da cultura escolar. A ambientação aconteceu em fevereiro, ocasião em que realizamos atividades como entrevistas aos sujeitos da comunidade escolar, acompanhamento de aulas e diagnóstico do contexto escolar. Essas atividades proporcionaram o reconhecimento da realidade em que escolhemos atuar. No primeiro contato com os alunos da turma, no papel de professores, fizemos uma roda de conversa em que, com auxílio de tarjetas e perguntas geradoras, buscamos identificar temas que eles consideravam importantes para suas vidas, e o que a escola e a disciplina de Biologia teriam a ver com eles. Esse exercício possibilitou o reconhecimento das visões de educandos e educadores, estabelecendo uma relação entre as partes e facilitando o diálogo, que é indispensável dentro de uma proposta educativa popular. A visão compartilhada entre nós, pibidianos e a professora supervisora, é de que a educação deve ser significativa e deve dialogar com a realidade dos estudantes. Com esse princípio, ao abordar temas sobre vírus, bactérias e protozoários, procuramos trabalhar tanto os conteúdos acadêmicos como, por exemplo, estrutura e metabolismo, quanto a realidade que nos cerca, priorizando doenças comuns da região de Viçosa, sua profilaxia e suas consequências. Percebemos que, em geral, os conhecimentos ligados ao currículo básico parecem ser pouco compreendidos e pouco significativos se comparados com os conhecimentos construídos pelo diálogo, o que nos faz questionar a necessidade e eficiência de um currículo único para as diferentes realidades e necessidades dos alunos. A abertura dos estudantes e a diversificação metodológica aplicada pelos educadores, que variaram, dentre outras, do uso da tecnologia a perguntas provocadoras, possibilitaram aulas dialogadas e geradoras de reflexões para os sujeitos envolvidos. A relação ação-reflexão propiciada pela experiência de atuação com essa modalidade de ensino, e facilitada pelo suporte dos pibidianos, professora e orientadora, tem sido de extrema relevância para o nosso engajamento docente, além de possibilitar melhor integração com a licenciatura.
Palavras-chave Pibid, educação de jovens e adultos, formação de professores.
Forma de apresentação Painel

Vou formar mas não fui inscrito no ENADE, e agora?

Eu vou me formar na Licenciatura em Ciências Biológicas em junho/julho de 2018. Meus colegas que irão se formar em janeiro e em junho/julho foram inscritos e fizeram a prova do ENADE, obrigatória para os formando. A coordenação do meu curso inscreveu todos os possíveis formando, de acordo com uma lista gerada automaticamente pelo sistema. Eu, no entanto, não fui inscrito. Consultei a Central de Atendimento do MEC sobre como proceder, e obtive a seguinte resposta:
A inscrição de estudantes habilitados ao Enade constitui responsabilidade do dirigente da Instituição de Educação Superior. Caso a IES não tenha realizado a inscrição do aluno apto a prestar o Enade 2017, será possível proceder com sua dispensa, em consenso com o termo do Art. 45, § 6 ° da Portaria MEC nº 19 de 13 de dezembro de 2017.
O procedimento de dispensa, de acordo com a referida Portaria, indica a necessidade da seguinte menção no diploma (sic): “O estudante que não tiver sido inscrito no Enade por ato de responsabilidade da instituição terá inscrito no histórico escolar a menção ‘estudante não participante do Enade, por ato da instituição de ensino’”.
Portanto, tendo em vista que os estudantes nesta condição não possuem acesso ao sistema, a dispensa junto à Instituição de Educação Superior deverá ser requerida diretamente ao coordenador de curso, no período de 22 de dezembro de 2017 a 31 de janeiro de 2018.
(Central de Atendimento do Ministério da Educação,
08 de janeiro de 2018)

 Fui atrás da Portaria mencionada, só para ter certeza, e é isso que ela traz:
Art. 45. O Enade é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, devendo constar do histórico escolar de todo estudante concluinte a participação ou dispensa da prova, nos termos desta Portaria Normativa.
§ 6º O estudante que não tiver sido inscrito no Enade por ato de responsabilidade da instituição terá registrada, no histórico escolar, a menção "estudante não participante do Enade, por ato da instituição de ensino.
(Portaria Normativa Nº 19, de 13 de dezembro de 2017)
Acredito que o "diploma" da resposta do MEC deveria ser "histórico escolar", já que é isso que o parágrafo da Portaria Normativa fala. Portanto, vou solicitar à coordenação do meu curso que façam os procedimentos para solicitar minha dispensa.

As cotas e a ampla concorrência na UFV

Em agosto de 2012 foi sancionada a Lei 12.711, conhecida popularmente como Lei das Cotas. A partir de então, todas as universidades federai...