Mais que uma cama macia

Um hotel é um lugar fantástico. São tantas pessoas, de tantos lestes diferentes, num único lugar. Cada pessoa tem um passado por trás de si. Cada pessoa tem um futuro único. Mas por algum motivo, a trajetória pela vida dessas pessoas se une em um ponto. Essas pessoas que trocam olhares por alguns dias no café da manhã provavelmente nunca mais se verão.
Um hotel é algo que marca, mesmo sendo apenas um detalhe. Ninguém viaja para outro país para ficar o tempo todo dentro do hotel. O quarto de hotel é onde você descansa, e se prepara para o próximo dia. Sem uma boa noite de sono, o dia, por mais incrível que seja, apenas passa.
Cada hotel tem um toque diferente. Chique, grande, tranquilo, desleixado, apertado. Para uma criança, o hotel é uma aventura. Cada corredor desconhecido, cada andar diferente. Cada escadaria é uma aventura.
Em cada viagem que você faça na vida, e impossível não se lembrar de pelo menos uma coisa que aconteceu dentro do hotel. Eu já fiquei em um hotel que tinha vista para o mar e golfinhos nas paredes. Já fiquei em um hotel que tinha uma piscina do lado de uma varanda gelada e um terraço com vista da cidade. Já fiquei num hotel pequeno que não era muito mais que uma dúzia de chalés, e já fiquei num hotel gigantesco o restaurante ficava na praia.
Eu sou um apaixonado por hotéis. Quanto mais eu viajar, em mais hotéis eu vou ficar. E não quero me esquecer de nenhum deles.

Terça-feira Tediosa

Trovoava. Tiago, 13, tossiu. Tinha tarefa: TRÊS trabalhos. Temas? Trombas-d'água, tupis-guaranis, tétano. Tinha tédio. Titubeou: trabalhar? Tsc, tsc. Telefonar trotes. Trouxe telefone, teclou: três três treze trezentos três. Tocou, tocou, tocou...
Túlio, 30, tomava terebintina, tranquilo. Telefone tocou. Teimoso, tateou. Tocou tafetá, tapete, tábua, tarântula... Tarântula!? Temia tal troço tenebroso. Transtornado, tacou tênis. Tirou. Tarântula torcida, transfixada, trêmula. Tragédia? Talvez.
Tiago tentou trocar. Três trinta três, treze trinta. Tocou, tocou, tocou...
Tamires, "teen", tocava trombone. Tinha talento! Trajava tomara-que-caia tingido, tanga tijolo, tiara turquesa, tamanco. Tentara tuba, teclado, tímpano: terrível. Tocava trombone! Tinha
trofeus, transmitia tonalidades transcedentais.
Tarsila, tia, trazia telefone tocando.
-"Thanks", tia. Tamires Turino, tagalere.
-Tamires? Tem tempo? - Tiago tramava.
-Tenho...
-"Tão tá". Tu tens tomate?
Tomate? Tinha, Tamires tinha tomate.
-Tenho - Tamires tolerava tolos.
-Tens também tangerina?
-Tenho, trapalhão.
- Tens trigo? Torrada? Tapioca?
- Talvez tenha.
- Tens tudo!?
-Tá, tenho.
-Tens também trote.
Tamires tinha temperamento tranquilo. Triunfou tal transgressão. Tirou
tiara, trovejou:
-Telefonema tapado.

What Techers Make, or Objection Overruled, or If things don't work out, you can always go to law school, by Taylor Mali

What Teachers Make, or Objection Overruled, or If Things Don't Work Out, You Can Always Go To Law School by Taylor Mali
He says the problem with teachers is, "What's a kid going to learn
from someone who decided his best option in life was to become a teacher?"
He reminds the other dinner guests that it's true what they say about
teachers:
Those who can, do; those who can't, teach.

I decide to bite my tongue instead of his
and resist the temptation to remind the other dinner guests
that it's also true what they say about lawyers.

Because we're eating, after all, and this is polite company.

"I mean, you're a teacher, Taylor," he says.
"Be honest. What do you make?"

And I wish he hadn't done that
(asked me to be honest)
because, you see, I have a policy
about honesty and ass-kicking:
if you ask for it, I have to let you have it.

You want to know what I make?

I make kids work harder than they ever thought they could.
I can make a C+ feel like a Congressional medal of honor
and an A- feel like a slap in the face.
How dare you waste my time with anything less than your very best.

I make kids sit through 40 minutes of study hall
in absolute silence. No, you may not work in groups.
No, you may not ask a question.
Why won't I let you get a drink of water?
Because you're not thirsty, you're bored, that's why.

I make parents tremble in fear when I call home:
I hope I haven't called at a bad time,
I just wanted to talk to you about something Billy said today.
Billy said, "Leave the kid alone. I still cry sometimes, don't you?"
And it was the noblest act of courage I have ever seen.

I make parents see their children for who they are
and what they can be.

You want to know what I make?

I make kids wonder,
I make them question.
I make them criticize.
I make them apologize and mean it.
I make them write, write, write.
And then I make them read.
I make them spell definitely beautiful, definitely beautiful, definitely
beautiful
over and over and over again until they will never misspell
either one of those words again.
I make them show all their work in math.
And hide it on their final drafts in English.
I make them understand that if you got this (brains)
then you follow this (heart) and if someone ever tries to judge you
by what you make, you give them this (the finger).

Let me break it down for you, so you know what I say is true:
I make a goddamn difference! What about you?

Dentro


Sociedade. A sociedade é para as pessoas o que um mordomo é para os livros de mistério. Um monte de gente que não sabem realmente o qual é a causa de cada mal que lhes aflige. Não têm conhecimento, interesse ou coragem de apontar o dedo e dizer é você. Você é o culpado do mal. Têm preguiça de pegar a pá e cavar em busca da raíz. Afinal, é muito mais fácil culpar aquilo que todos culpam, aquilo que ninguém sabe realmente o que é. Sociedade. Um conjunto de pessoas reclamando dos problemas que um conjunto de pessoas faz. A roupa suja não se limpa sozinha.


Sociedade. Um monstro de sete cabeças, que pode ser estudado, mas nunca compreendido. De cada ângulo que você olha, uma coisa. Um problema daqui, uma vantagem de lá. A sociedade é como a verdade, ninguém sabe o que ela é.

Talk with Sooyoung, from Korea


You're now chatting with a random stranger. Say hi!
You: Buddy the elf, what's your favourite color?
Stranger: blue
You: like the sky or like the ocean?
Stranger: like the ocean
You: oh, nice choice
Stranger: yeah ☺
You: so, wazzup?
Stranger: nothing special, you?
You: huh
You: i play chess
Stranger: really
Stranger: I think difficult
You: you find a way
You: asl?
Stranger: 16 f korea
You: oh, that's nice
You: im 15 m brazil
Stranger: wow
Stranger: another side
You: yeah, hahaha
You: so, what's your favourite food?
Stranger: Sushi
You: here we eat rice and beans
Stranger: good
You: but we do have a few places where they sell oriental food
Stranger: yeah cool, here don't have places with brazilian food
Stranger: :(
You: too bad

Pela janela do quarto, tudo enquadrado

"Bom dia", digo automaticamente ao porteiro. "Bom dia, meu caro homem", responde, tão mecanicamente quanto eu, com apenas um sorriso amarelo de diferença.
Chamo o elevador. A porta abre, e o ascessorista sem rosto me eleva até o nono andar. Tiro o casaco e me jogo no sofá. Oito e trinta e sete no meu celular. Desligo a televisão após uma rápida sapeada pelos inúmeros canais, casa qual com seu apresentador de botox no rosto e um vazio no peito. De cada cinco canais, seis estavam nos comerciais: dois de cerveja, três de carro e outros dois de pasta de dente. O rádio é ligado. pelo menos não toca funk no rádio, mas o rap é um lixo quase igual. Desliso os dedos pela prateleira e escolho um CD de Milton Nascimento.
Pego a câmera digital e a penduro no pescoço. Destranco a janela, e a escancaro. Nem sei porque eu sempre a tranco. Quase nunca chove, não há real necessidade dela ficar fechada. Mas dia após dia eu a fecho e passo a chave, só para poder abri-la no outro, e sentir a baforada de ar quente de fora do prédio para dentro da minha sala, passando pelo meu rosto. Escancaro a janela para ver cada vez de novo o rosto das já conhecidas e velhas amigas montanhas, de uma vez. Apago as luzes do apartamento, e apagaria também as da ruas, para melhor ver as estrelas, tão imutável companhia. Fito cada uma delas com paciência e calma, me perguntando se mais alguém está olhando para ela junto comigo. Minha imaginação vagueia.

Pouso os olhos num distante navio. Mal consigo ver as ondas se quebrando na praia, mas vejo o navio, que é tocado pelas mesmas ondas que as dezenas de turistas. "Eles não vão para casa nunca? Não sabem que horas são?"

Uma andorinha mergulha na minha frente e me tira do transe, levando minha atenção aos turistas na rua. Outras dezenas de visitantes, tirando fotografias de tudo. Assim como as singelas estrelas, eles nem imaginam que estão sendo observados.

Tiro uma foto da Lua e vou dormir.

Sonho: Novela Mexicana

Era um belo dia de Sol para ficar ao ar livre. Eu estava sentado ao redor de uma mesa com uma prima de 3º ou 4º grau, daquelas que você só vê em casamentos e em festa de final de ano. Os outros dois lugares eram ocupados por amigas dessa minha prima, que devia ser uns 2 ou 3 anos mais velha que eu, e usava óculos escuros.
Nesse sonho, mais uma vez eu estava apaixonado, e mais uma vez era por uma pessoa desconhecida - uma das amigas da minha prima. O problema é que ela tinha namorado. Mas eu não iria desistir, eu iria lutar por ela.
Eu pedi ajuda pra minha prima, e ela me falou algumas coisas, e me deu um anel. Era completamente preto. Grudado no aro, havia algo que parecia um broche, com alguns detalhes em alto relevo.
-Vai lá e dá o anel pra Tati.
Eu olhei para as duas meninas desconhecidas.
-Qual delas é a Tati?
-Ah que você gosta, né, seu idiota!
-Ah tá.
Eu só estava esperando uma oportunidade de entregar o anel para ela. Mas aí eu comecei a pensar. Porque a minha prima estava me ajudando a conquistar ela, e até tinha me dado o anel? A amiga dela tem namorado! Será que... ela não deve gostar do namorado da amiga... Ou ela gosta demais do namorado da amiga. Caramba, ela só está me usando! Que babaca!
Aí eu acordei.

Fé e razão

Qual a relação entre fé e razão?


Fé e razão não são água e óleo. Podem até brigar de vez em quando, mas no final do dia vão dormir de mãos dadas.


Fé e razão não são motivo para discussão. Fé e razão, juntas, não são mais que uma faceta pouco interessante do indivíduo. Separadas, cada qual é interessantíssima. Cada uma afeta a vida do cidadão por um caminho diferente. Conhecimento, moral, sabedoria, verdade.


Qual é o sentido da vida? Se o seu objetivo nessa Terra for liberdade, poder fazer tudo o que quiser quando bem entender, nenhum desses dois caminhos te levará a ela. A fé te dirá o que não fazer, a razão te dirá por que não fazer. O resultado é o mesmo: você não fará o que vai te fazer mal.


O objetivo máximo na vida é a felicidade. E saber que a felicidade é saber respeitar os limites. Em questão de certo e errado, a fé é a voz da razão. Para chegar a uma conclusão por meio da lógica, você precisa ter alguma experiência a priori. Ou seja, você tem que se ferrar uma vez para não se ferrar mais. A fé te dá uma mãozinha: “cara, não faz isso que você vai se ferrar”.


Tanto fé quanto razão tem um objetivo em comum. Ambas querem descobrir a verdade por trás das coisas, o sentido e a razão de tudo, a resposta para a vida, o universo e tudo mais. Cada uma tem um método diferente. Mas não importa se você acredita que o universo foi criado em 7 dias ou surgiu em uma explosão; se o homem foi criado do barro ou a capacidade neural que temos surgiu através de milênios de mutações. O simples fato de você acreditar em um ou em outro não faz diferença. O que faz diferença é como isso vai afetar a sua vida.


Não é porque um livro te diz que tal coisa é certa ou tal coisa errada que você tem que acreditar piamente nela. Seja esse livro um texto argumentativo da internet ou a Bíblia, é preciso entender que aquilo foi escrito por alguém, para alguém, e por algum motivo. Não é porque as fábulas de Esopo não aconteceram de verdade que elas não podem mudar a vida de alguém. Uma lição de moral pode vir de um livro, um filme ou de uma música.


O mais importante é saber que o jeito de enxergar as coisas muda. Dinossauros não são dragões, a Terra não é o centro do Universo, ratos não brotam de camisas suadas. O que hoje é certo pode ser completamente errado amanhã. Por isso, não vale a pena discutir algumas coisas. Mais vale uma pessoa com um sorriso no rosto do que duas numa discussão.

As cotas e a ampla concorrência na UFV

Em agosto de 2012 foi sancionada a Lei 12.711, conhecida popularmente como Lei das Cotas. A partir de então, todas as universidades federai...