Janeiro, mês de Jano,
deus grego das escolhas.
Janeiro, começo do ano,
hora de fazer promessas.

Tenho medo da palavra amor. Não tenho medo de amar, não tenho medo de ser amado. Não tenho medo do sentimento. Não tenho medo do significado. Tenho medo da palavra. Não sei falá-la, não sei ouvi-la, não sei adequá-la à situação. Não sei o quando, nem o onde, nem o para quem.
Ou talvez saiba, mas tenha medo de descobrir.

O viajante sobre o mar de névoa


“O mundo é fantástico” suspirou, apoiado em seu bastão. “O mundo é único a cada instante, e diferente para cada pessoa. Olhe essa névoa. Ela nasce e desaparece a cada segundo, e muda de forma a cada piscar de olhos. Olhe essas montanhas. Grandes e rígidas, vão ficar por aí por mais dezenas de gerações. As duas, juntas, fazem desse momento único. Fazem desse momento um momento especial para ficar na memória.”
Ele olhou para os lados.
“Eu estou no topo da montanha. Estou no topo do mundo. Estou no máximo que vou chegar. Esse é o meu melhor, esse é o melhor que a minha montanha tem a oferecer. Não é o cume. Não precisa ser o cume para ser o melhor. De nada adianta um cume cercado de árvores para aquele que só quer admirar a paisagem e enxergar longe.”
Girou o pé esquerdo no chão, sentindo o solo duro.
- Que horas são? - disse em voz alta para ninguém ouvir.
Tirou o relógio do bolso, e quando levantou novamente o rosto, a paisagem já havia mudado. Novas árvores se revelavam diante de seus olhos. Uma visão nova e única a cada segundo que passava.
Acompanhar as aulas acabou sendo mais fácil do que eu esperava. Minha tendência natural a passar a maior parte do tempo no meu quarto, lendo, me deu uma grande vantagem sobre a média dos alunos de Culver Creek. (…)
E também prestava atenção às aulas, mas, naquela manhã de quarta-feira, quando o Sr. Hyde começou a dizer que, para os budistas, todas as coisas estavam interligadas, eu me peguei olhando pela janela. Estava observando o morro arborizado e em suave declive para além do lago. E, vistas dali, da sala do Sr. Hyde, as coisas realmente pareciam interligadas. (…) Então eu ouvi meu nome e sabia que estava encrencado.
“Sr. Halter”, disse o Velho. “Estou aqui forçando os meus pulmões em benefício da sua instrução. E, no entanto, algo lá fora parece ter chamado a sua atenção de uma maneira que eu não fui capaz de fazer. Por favor, me diga: o que descobriu de tão interessante lá fora?” (…)
“Bem, é que eu estava olhando pela janela, sabe, olhando para o morro e estava pensando que bem, as árvores e a floresta, como o senhor estava dizendo antes…”
O Velho, que obviamente não tolerava digressões em voz alta, me interrompeu. “Vou pedir ao senhor que se retire da sala, Sr. Halter, para que possa ir até lá e descobrir a relação entre as bem-árvores e a sabe-floresta. E amanhã, quando estiver pronto para levar essa aula a sério, será bem-vindo.”

[…]

No dia seguinte, o sr. Hyde me pediu para esperar depois da aula. De pé diante dele, eu me dei conta, pela primeira vez, de quanto seus ombros eram encurvados, e ele me pareceu, de repente, triste e meio velho.  “Você gosta dessa aula, não gosta?”, perguntou.
“Sim, senhor.”
“Você tem a vida inteira para meditar sobre o conceito budista da interligação.” Ele falava como se tivesse escrito e memorizado cada frase e, agora, estivesse lendo. “Mas enquanto olhava pela janela, perdeu a oportunidade de explorar o preceito budista igualmente interessante que diz que devemos prestar atenção em todos os aspectos da nossa vida cotidiana, que devemos realmente prestar atenção. Preste atenção na aula. E depois, quando ela acabar, preste atenção lá fora”, ele disse maneando a cabeça na direção do lago e além.
“Sim, senhor.”
(Quem é Você, Alasca? Págs. 39-40, 51)

Singela confusão


"Quem quer acha um jeito, quem não quer acha uma desculpa."

Quem sabe tá bom do jeito que tá.
Quem sabe não tem como melhorar.
Quem sabe seja melhor não arriscar.
Quem sabe eu deva deixar pra lá.

Me convenço a ser inesperado
mas nada sai conforme planejado
Se não mudo a mira não mudo o tiro
Se não decido o alvo, onde eu miro?

Será sempre assim confusa a vida
Ou simples, complicada pela gente?
Às vezes duvido que há uma saída

É incerto que não sei o que sinto:
Se árvore ou apenas semente...
Há um refúgio nesse labirinto.

Pré-vestibular comunitário

O vestibular é um dos maiores obstáculos para quem quer ingressar no Ensino Superior. Muitas universidades exigem demais do candidato. Fórmulas decoradas, anos e fatos, e uma redação excelente. Mas por mais esforçado e inteligente que seja o aluno, sem uma preparação adequada, ele não consegue vaga no curso desejado. Algumas famílias podem se dar ao luxo de pagar um Ensino Médio numa escola particular de qualidade, ou, se isso não for suficiente, um ou mais anos de cursinho para melhor preparar seu filho. Mas nem todas as pessoas podem gastar tanto dinheiro assim, e apesar de serem inteligentes, não conseguem tirar uma nota boa em um vestibular.

Razões para utilização do horário de verão

O horário de verão foi criado para economizar energia. Ele se baseia no fato de que, nas regiões mais afastadas da Linha do Equador, a duração do dia varia durante o ano. Ou seja, no verão, o sol nasce mais cedo e se põe mais tarde. Ao contrário, no inverno o sol nasce mais tarde e se põe mais cedo. O horário de verão consiste em adiantar o relógio uma hora durante um período do ano. Assim, as pessoas passam a acordar mais cedo, e consguem aproveitar melhor a luz do sol. Mas como isso funciona?

Guerra e Paz ao vivo

A viagem para o Memorial da América Latina, em São Paulo, foi dia 6 de março. O ônibus saiu de Itajubá de manhã, e chegou no Memorial da América Latina as 10:30. A turma tirou uma foto na frente da escultura "Mão" de Oscar Niemeyer, que tem sete metros de altura. A escultura representa uma mão com sangue escorrendo no formato do mapa da América Latina.
A turma foi separada em três grupos, e cada um deles entoru no salão onde estavam os painéis acompanhado de um guia. O painel Paz estava mais próximo da entrada, o painel Guerra estava de frente para ele. Em uma das laterais havia uma série de retroprojetores, iluminando a parede oposta a eles, entre os dois painéis.

As cotas e a ampla concorrência na UFV

Em agosto de 2012 foi sancionada a Lei 12.711, conhecida popularmente como Lei das Cotas. A partir de então, todas as universidades federai...